A aula coletiva, independentemente da modalidade, pode ser uma ótima opção para quem está começando a se exercitar e busca mais motivação para manter a constância. Mas, afinal, o que esperar da primeira aula? Continue lendo para descobrir. 

O que fazer antes de ir para uma aula coletiva?

Antes de começar uma aula coletiva, é importante entender quais modalidades combinam melhor com o seu condicionamento físico atual. Segundo o diretor técnico da Bodytech, Eduardo Netto, para pessoas sedentárias, a recomendação é começar com intensidade leve a moderada e aumentar a carga de forma progressiva. “Já indivíduos com doença cardiovascular, metabólica ou renal conhecida, ou que apresentem sintomas como dor no peito, síncope ou falta de ar desproporcional ao esforço, devem passar por uma avaliação adequada antes de iniciar exercícios de alta intensidade”, informa.

Com isso em mente, é possível escolher uma aula coletiva e, depois, acompanhar o ritmo da turma, desde que a modalidade permita adaptações e o professor ofereça alternativas para diferentes níveis de condicionamento. “Participar da aula não significa executar os mesmos exercícios, cargas ou velocidades dos praticantes mais experientes, mas treinar com técnica, intensidade e volume adequados à sua condição”, explica Netto.

Nas primeiras sessões, inclusive, o mais importante é aprender os movimentos com qualidade e segurança, sem a preocupação de completar todas as repetições ou acompanhar o ritmo dos demais participantes. Por isso, na hora de escolher a modalidade ideal para começar, é importante levar em consideração alguns pontos fundamentais, segundo o especialista:

  • Objetivo;

  • Preferência pessoal;

  • Condição clínica;

  • Nível de impacto da atividade.

Além desses fatores, existe um ponto que pode fazer toda a diferença para manter a regularidade, o de gostar da atividade escolhida. Eduardo explica que a modalidade mais eficaz, muitas vezes, é justamente aquela que desperta mais interesse e prazer em quem pratica. “Experimentar diferentes opções permite identificar qual proporciona mais prazer, sensação de segurança, boa recuperação e motivação para continuar treinando”, salienta Eduardo.

Depois de escolher a aula, também vale se preparar para chegar ao treino com mais disposição e segurança. O ideal é estar bem hidratado, evitar treinar após um jejum prolongado, caso isso provoque desconforto, e não fazer uma refeição muito volumosa imediatamente antes do exercício. “Se necessário, um lanche leve e de fácil digestão, já habitual na rotina, pode ser consumido entre uma e três horas antes da atividade. Para a maioria das aulas, não há necessidade de suplementos ou bebidas esportivas”, comenta o diretor técnico da Bodytech.

Por fim, tente chegar alguns minutos antes do início da aula. Assim, é possível organizar os equipamentos, conversar com o professor e avisar sobre eventuais limitações ou condições de saúde. Dessa forma, a primeira experiência fica mais tranquila e você já começa a atividade de maneira adequada às suas necessidades.

O que esperar na primeira aula coletiva?

Depois de escolher a modalidade mais adequada e se preparar para a aula, também é importante saber o que esperar desse primeiro contato. De modo geral, uma aula coletiva inclui aquecimento, parte principal e volta à calma. “Na primeira experiência, o objetivo não deve ser executar tudo perfeitamente, mas conhecer os movimentos, entender os comandos e descobrir como o corpo responde”, fala Eduardo.

Nesse primeiro momento, é natural sentir um pouco de insegurança ou receio, principalmente por ainda não conhecer a dinâmica da aula. Caso esses sentimentos persistam, avise ao professor que é a sua primeira vez, escolha uma posição em que consiga acompanhar bem ele e que te permita reduzir a intensidade ou fazer pausas sempre que necessário. “A comparação adequada é com o próprio nível, não com os alunos experientes”, reforça Netto.

Além de respeitar os próprios limites, entender como controlar a intensidade do exercício também ajuda a tornar a experiência mais segura. Para isso, uma das estratégias é utilizar a percepção subjetiva de esforço, em uma escala de 0 a 10. “Para a maioria dos iniciantes, manter a sensação de esforço predominantemente entre 3 e 5 costuma ser uma referência segura”, afirma o profissional.

Outra forma simples de perceber a intensidade é por meio do teste da fala. Eduardo explica: “durante um exercício de intensidade moderada, é possível conversar normalmente, embora não seja confortável cantar. Já em intensidades vigorosas, a pessoa consegue falar apenas poucas palavras antes de precisar respirar”.

Por outro lado, alguns sinais merecem atenção e não devem ser encarados como parte normal do exercício. Dor no peito, tontura, sensação de desmaio, falta de ar desproporcional ao esforço, palpitações incomuns ou perda súbita da coordenação são alguns deles. “Nesses casos, a atividade deve ser interrompida imediatamente e a pessoa deve procurar avaliação médica”, reforça o diretor técnico da Bodytech.

Comece as aulas coletivas sem medo de aprender

Para começar uma aula coletiva com mais confiança e tranquilidade, também é importante entender o que evitar, principalmente nas primeiras experiências, como:

  • Tentar acompanhar os alunos mais condicionados;

  • Utilizar cargas excessivas;

  • Priorizar a velocidade em detrimento da técnica;

  • Esconder dores ou limitações;

  • Prender a respiração;

  • Interpretar a exaustão como um sinal obrigatório de um bom treino.

Além desses cuidados durante a aula, também é importante saber o que pode acontecer depois dela. É normal sentir um leve desconforto muscular após um treino novo, especialmente quando o corpo ainda está se adaptando. Geralmente, essa sensação surge nas primeiras horas, atinge o pico entre 24 e 72 horas e desaparece gradualmente. “Essa dor não é causada pelo ácido lático e nem é um indicativo obrigatório de um treino eficiente”, afirma o especialista.

Com o tempo, a frequência dos treinos também pode ser ajustada de acordo com a adaptação de cada pessoa. Para quem está começando, praticar uma modalidade de aula coletiva de duas a três vezes por semana, preferencialmente em dias alternados, pode ser um bom ponto de partida. “A frequência deve permitir recuperação adequada e continuidade. Posteriormente, volume e intensidade podem aumentar gradualmente”, orienta Netto.

E os benefícios de começar e manter essa rotina vão muito além de acompanhar uma aula até o fim. A prática regular pode contribuir para:

  • Melhora do condicionamento cardiorrespiratório;

  • Melhora da força;

  • Melhora da mobilidade;

  • Melhora do equilíbrio;

  • Melhora da composição corporal;

  • Melhora da saúde cardiometabólica.

Por isso, não é preciso esperar se sentir totalmente preparado para começar. O mais importante é dar o primeiro passo respeitando o próprio ritmo e entendendo que a adaptação acontece aos poucos. “Informe ao professor que é sua primeira aula, escolha uma modalidade adequada para iniciantes e tenha uma meta simples: participar e aprender”, finaliza.

Agora que você já sabe o que esperar e como se preparar, que tal colocar essas dicas em prática e escolher a aula coletiva ideal para você na Bodytech mais próxima?