Manter uma rotina regular de exercícios físicos pode contribuir para a saúde das mamas e fazer parte dos cuidados com a saúde da mulher. Além da prevenção, a atividade física também pode trazer benefícios para mulheres que enfrentam ou já enfrentaram o câncer de mama. Continue lendo e entenda como o exercício pode contribuir em diferentes momentos e quais cuidados devem ser considerados.
Exercício físico e saúde das mamas
A prática regular de atividade física está associada à redução do risco de câncer de mama, especialmente após a menopausa. Em mulheres que já tiveram a doença, também pode contribuir para uma melhor qualidade de vida e está associada a menor risco de recorrência e mortalidade.
Segundo a médica ginecologista e obstetra Ariely Ramos, esses efeitos podem estar relacionados a diferentes mecanismos no organismo, como o controle do peso e da gordura corporal, a melhora da ação da insulina, a redução da inflamação e alterações nos níveis hormonais.
O exercício, no entanto, não é o único fator envolvido na prevenção. Manter um peso saudável, ter uma alimentação equilibrada, evitar bebidas alcoólicas e não fumar também são medidas importantes. A amamentação está associada à redução do risco e, além desses hábitos, conhecer o próprio corpo e manter o acompanhamento médico e o rastreamento recomendados são cuidados fundamentais.
Quem tem câncer de mama pode fazer exercício?
Sim. Quando adequado à condição da paciente, o exercício físico pode fazer parte do tratamento e contribuir para reduzir a fadiga, preservar força e massa muscular, melhorar a capacidade física e favorecer a qualidade de vida.
Para a especialista, a atividade deve ser individualizada de acordo com o tipo de câncer, o tratamento realizado, os sintomas e as condições clínicas de cada mulher. Por isso, quem está em tratamento deve conversar com a equipe responsável pelo acompanhamento, especialmente com o oncologista, antes de iniciar ou modificar a rotina de exercícios.
Alimentação e outros cuidados também importam
O cuidado com a saúde durante o tratamento envolve diferentes aspectos, e a alimentação é um deles. Uma dieta equilibrada, de preferência com acompanhamento nutricional, pode ajudar a garantir a ingestão adequada de nutrientes e proteínas, importantes para a manutenção e recuperação da massa muscular.
A ginecologista também ressalta a importância de avaliar possíveis deficiências nutricionais. Quando houver indicação, a suplementação de vitaminas e outros nutrientes deve ser orientada por profissionais de saúde, considerando as necessidades individuais e o tratamento em curso.
No Outubro Rosa, o convite é ampliar o olhar para a prevenção e lembrar que o cuidado com a saúde das mamas também passa por escolhas que podem ser incorporadas à rotina.
