*Por Marina Morgado, nutricionista consultora Bodytech Rio de Janeiro (Gomes Carneiro), e Gusthavo Barbosa, biofísico

Toda energia gerada no mundo (dentro de qualquer organismo ou máquina) pode ser gasta pela realização de trabalho ou dissipada na forma de calor, a famosa termogênese. O calor produzido nessas reações pode influenciar uma gama de outras reações fisiológicas, que estão intimamente ligadas à produção de energia e ao aumento da velocidade metabólica.

No contexto alimentar, podemos conciliar esses conhecimentos para ter uma alimentação saudável e, de quebra, queimar aquela gordurinha localizada. Alimentos termogênicos (como pimenta vermelha, café, guaraná em pó, gengibre, canela, salmão, sardinha etc.) aumentam a disposição para realizar exercícios, principalmente os aeróbicos, pois estimulam a produção de energia em uma organela membranosa chamada mitocôndria. E ainda ativam uma enzima chamada lipase, promovendo a quebra de gorduras e tornando a digestão mais rápida e eficiente.

No entanto, nem tudo é um mar de rosas. O uso exagerado de termogênicos na forma de suplementos pode causar insônia (por serem estimulantes do sistema nervoso central), sudorese e aumento da pressão arterial. Seu uso, portanto, requer atenção especial por pessoas com históricos de doenças cardiovasculares ou diabetes na família.

Por isso, é de suma importância, antes de sair tomando qualquer coisa por aí, procurar orientação de um nutricionista. Ele vai informar qual é a melhor substância a ser tomada conforme as particularidades de cada um. No mais, não se esqueça da hidratação, pois a água é primordial para todas as reações químicas no seu corpo, representando cerca de 70% massa corporal de um adulto.