A prática de treinar descalço é um tema que gera debates entre os profissionais. Alguns acreditam que isso pode fortalecer os músculos dos pés e tornozelos, melhorar o equilíbrio e promover uma conexão mais próxima com o corpo. No entanto, há quem argumente que o suporte adequado dos calçados é essencial para prevenir lesões e garantir estabilidade durante o exercício. Neste artigo, Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech Company, explora diferentes perspectivas sobre o treino descalço, examinando os possíveis benefícios e riscos associados.

Treinar descalço, está tudo bem?

Estudos recentes afirmam que treinar descalço não só é aceitável, mas também é benéfico. Na academia e em clínicas de reabilitação, profissionais reconhecem que isso pode melhorar o equilíbrio e a estabilidade. Para treinadores, médicos e fisioterapeutas, a prática sem sapatos adequados está se destacando como uma estratégia valiosa para aprimorar o desempenho muscular e neural, prevenir lesões e otimizar a recuperação.

Benefícios envolvidos

A principal vantagem reside na melhoria da propriocepção e equilíbrio. Ao entrar em contato direto com o solo, a sola dos pés amplifica a percepção sensorial, proporcionando uma base sólida para melhorar o equilíbrio e a consciência corporal. Entretanto, Netto afirma que nem todas as situações são propícias ao treino descalço. Atividades aeróbicas de alto impacto podem aumentar o risco de lesões sem a proteção adequada dos calçados. Lesões preexistentes e superfícies inadequadas também demandam uma avaliação cuidadosa antes de aderir a essa prática.

Como a escolha do calçado influencia no treino

Decidir se vai treinar descalço ou com tênis não é uma escolha simples. Isso tem um impacto direto na forma como seu corpo se movimenta e se posiciona durante os exercícios. É importante levar em conta fatores como impacto, amortecimento, distribuição de peso, alinhamento do corpo, estabilidade, equilíbrio e propriocepção ao fazer essa decisão. “O ideal é que você consulte um especialista em calçados esportivos para obter orientação sobre o calçado mais adequado ao seu tipo de treino e às necessidades individuais”, aconselha o diretor técnico.

Segurança e precauções

Eduardo fala que ao optar por treinar descalço, é imperativo observar as regras e normas das academias. Em ambientes que preconizam segurança e higiene, áreas designadas para o treino descalço devem ser respeitadas, especialmente em espaços com peso livre, anilhas e máquinas. Além disso, consultas prévias a profissionais de saúde garantem uma abordagem personalizada, proporcionando segurança adicional ao praticante.

Então, decidir treinar descalço vai além do visual e entra num campo onde a ciência, a saúde e o bom senso se encontram. Ao entender as vantagens, reconhecer as limitações e tomar precauções, as pessoas que gostam de malhar podem escolher praticar ou não descalças de maneira consciente. Isso não só ajuda no treino, mas também cuida da saúde a longo prazo.