Há algum tempo, a atividade física deixou de ser vista como algo penoso e passou a ser mais valorizada pela população, com um foco maior em bem-estar e wellness. Com isso, surgiu a necessidade de criar, nas academias, um espaço dedicado à recuperação e ao relaxamento no pós-treino.
Esse ambiente geralmente reúne aparelhos e equipamentos que auxiliam na recuperação do corpo após atividades como corrida, musculação, natação, entre outras. Para entender mais sobre esse espaço, continue lendo.
O que é o Recovery Area?
O Recovery Area é um espaço estruturado para otimizar a recuperação fisiológica após o exercício, com diferentes equipamentos e técnicas, como compressão pneumática, crioterapia, termoterapia, mobilidade assistida e técnicas miofasciais.
- Compressão pneumática intermitente
- Aumenta o retorno venoso;
- Melhora a drenagem linfática;
- Pode reduzir a dor muscular tardia (DOMS).
- Crioterapia
- Reduz a condução nervosa;
- Modula a resposta inflamatória;
- Atenua a dor aguda.
- Termoterapia
- Aumenta o fluxo sanguíneo;
- Melhora a extensibilidade tecidual;
- Facilita a mobilidade.
- Liberação miofascial (rolos, pistolas percussivas)
- Reduz a rigidez muscular;
- Melhora a amplitude de movimento;
- Pode modular a percepção de dor.
De acordo com o diretor técnico da Bodytech, Eduardo Netto, o principal objetivo desse espaço é de restaurar a homeostase, acelerar o retorno ao baseline funcional e preparar o organismo para novos estímulos de treino, reduzindo a fadiga residual e o risco de acúmulo de sobrecarga.
Reservar esse momento após o treino é importante porque favorece uma recuperação ativa e estruturada. A área funciona como uma intervenção planejada, com estímulos leves ou recursos terapêuticos que, segundo o especialista, ajudam a acelerar processos como:
- Aumento do fluxo sanguíneo;
- Modulação da resposta inflamatória;
- Estímulo parassimpático;
- Manutenção da mobilidade tecidual.
Benefícios do Recovery Area
Além disso, quando realizado com as técnicas e equipamentos adequados, esse momento pode promover diversos benefícios para a saúde, como:
- Restauração da função neuromuscular;
- Melhora na manutenção da potência e da força em sessões subsequentes;
- Redução da dor muscular tardia;
- Melhora da variabilidade da frequência cardíaca (indicador autonômico);
- Melhora adaptação crônica ao treinamento.
O especialista comenta que uma recuperação adequada otimiza o balanço entre estímulo e adaptação e a falta dela, por outro lado, pode comprometer a força e a hipertrofia. “Quando aplicamos uma nova sobrecarga sem recuperação adequada, podemos comprometer o ganho de força e massa muscular e, em alguns casos, levar ao overtraining”, afirma Eduardo.
Também é possível maximizar resultados, prevenir lesões e elevar a performance, pois esse processo ajuda a promover:
- Restauração da amplitude de movimento;
- Redução da rigidez passiva excessiva;
- Melhora do controle motor;
- Diminuição da fadiga neuromuscular acumulada.
Indicações de uso do Recovery Area
O Recovery Area não é um ambiente exclusivo para atletas, já que a recuperação estruturada beneficia diferentes perfis de praticantes. Eduardo Netto destaca que ele pode ser utilizado por iniciantes na atividade física, pessoas que estão retomando os treinos, indivíduos com mais de 40 anos, alunos com alta frequência semanal e praticantes em fases de maior volume ou intensidade de treino.
Com a popularização do treinamento de força e do HIIT, a recuperação passou a ser relevante para qualquer pessoa que busca consistência. Por isso, segundo Netto, o uso pode ser incluído no pós-treino intenso, em dias de treinos consecutivos, em semanas de maior volume, em fases de competição ou em períodos de retorno pós-lesão.
Já em relação à frequência ideal, o profissional explica que tudo depende de fatores como volume semanal, intensidade, idade, nível de condicionamento, qualidade do sono e estresse externo. “Para praticantes com frequência de 4 a 6 sessões de treino por semana, intervenções leves de recuperação realizadas 2 a 3 vezes por semana já demonstram benefícios na percepção de recuperação e na manutenção da performance”, salienta o diretor técnico da Bodytech.
Esse é um espaço que influencia diretamente na energia, disposição e constância do praticante, ajudando a melhorar o equilíbrio simpático-parassimpático, a reduzir a fadiga acumulada, diminuir a dor residual e manter a motivação e a aderência ao treino.

