*Por Cristiane Macedo e Andreia Barros, nutricionistas consultoras Bodytech

A endometriose é uma doença que acomete principalmente mulheres em idade reprodutiva e se caracteriza pela existência do endométrio (tecido que reveste a cavidade uterina) fora do útero. Os sintomas dela são: dores pélvicas e durante a relação sexual, além de cólicas menstruais intensas. Muitas mulheres não procuram ajuda, porém, caso a doença não seja diagnosticada e tratada posteriormente, ela pode levar à infertilidade, além de aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de mama e ovário.

Existem indícios que a má alimentação, o sedentarismo e o estresse sejam fatores que contribuem para o surgimento da endometriose, porém algumas pesquisas têm exaltado que, mesmo não identificando o mecanismo exato que a causa, existem outros fatores que também podem estar envolvidos, incluindo os imunológicos e os inflamatórios e as toxinas ambientais.

O ganho de peso e o consequente aumento do tecido adiposo (gordura), inclusive, produzem excesso de hormônios femininos e levam a um estágio grave da doença, com a manifestação dos seguintes sintomas: dor, edema, irritabilidade, fadiga e inflamação.

Qual seria então o papel da nutrição na prevenção ou no tratamento da endometriose? A nutrição tem papel fundamental, já que pode modular fatores inflamatórios e imunológicos, além de aumentar o processo de detoxificação hepática, auxiliando a eliminação de toxinas. Sem contar que uma dieta balanceada, rica em vitaminas e minerais, pode prevenir e auxiliar no tratamento da endometriose.

Veja alguns alimentos que podem auxiliar no tratamento ou até mesmo prevenir a doença:
*Abacate, oleaginosas e azeite – são ricos em vitamina E, um potente antioxidante que auxilia no combate à peroxidação lipídica (agressão à camada de gordura), que, por sua vez, contribui para o surgimento e desenvolvimento de doenças inflamatórias, entre elas a endometriose.
*Vitamina D e cálcio – possuem efeitos protetores dos mecanismos que promovem a doença, sem contar que a deficiência de vitamina D aumenta o risco de doenças inflamatórias.
*Fibras solúveis (presentes em maçã, leguminosas, ameixas e cereais integrais) – auxiliam o trânsito intestinal e garantem um bom funcionamento intestino. A ingestão de água também ajuda neste sentido.
*Ômega 3 – promove a produção de prostaglandina PGE, que reduz o nível de inflamação abdominal provocada pela endometriose.

Siga essas dicas e procure sempre um profissional nutricionista para lhe orientar!