O esporte que une duas paixões: corrida e cachorros

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O esporte que une duas paixões: corrida e cachorros

Vento no rosto, máxima velocidade, muita adrenalina e diversão: os apaixonados por corrida sabem muito do que estamos falando. Mas imagina passar por todo esse ciclo de superação e alegria ao lado do seu cachorro? O canicross é um esporte que começou na Europa e ganhou adeptos no mundo todo. Com federação internacional e regras que priorizam o bem-estar dos cães, a atividade fisgou o coração do Willian Oliveira, instrutor da BT Icaraí, em Niterói, RJ e campeão sul-americano ao lado de Xico, um dos seus companheiros de pista e treino.

Cinco vezes na semana, Bill, Egg, Snoopy, Luttrell e Xico acordam cedinho, mas animados para correr e brincar.  O que para eles é sinônimo de festa, para Willian, também é treino. O esporte uniu duas das suas grandes paixões: os cachorros e a atividade física. Instrutor de judô infantil e de musculação, Willian conheceu o canicross ainda em 2013 e virou praticante e promovedor da atividade– ele colocou no ar o primeiro site que vende acessórios do esporte do Brasil.

 Na prática, a atividade é uma corrida em dupla formada pelo humano e o cão, em que os dois estão ligados por uma guia elástica. O cachorro usa um colete que vai até a calda e o atleta veste um cinto. O professor explica que as regras sempre priorizam a segurança dos bichos.

“Eu gosto de falar que o canicross prevê uma ação muito natural para qualquer cachorro saudável: a vontade de correr e brincar. Por isso que o cão deve estar ao seu lado ou à sua frente durante as provas, nunca atrás de você. Se ele está atrasado, é porque não consegue te acompanhar naturalmente e está sendo ‘’forçado’”, esclarece.

Bom para nós e para eles

Todo mundo sabe que a atividade física é excelente para saúde, que retarda o envelhecimento  e evita doenças do corpo e da mente. Mas muitas vezes esquecemos que isso também vale para os cachorrinhos. Correr, se movimentar e brincar com regularidade garante que eles vivam mais e melhor. Bill, o cachorro mais velho do Willian, é uma prova disso. Aos 10 anos, o  vira-lata é brincalhão, feliz, saudável e acompanha o ritmo dos mais jovens do grupo. Pelas fotos, fica clara a gratidão do veterano. Cada clique, uma lambida.

Hoje quem participa de provas e competições ao lado do professor é Xico, de dois anos, o grandão e mais jovem da trupe. Com ele, Willian faturou o sul-americano e os dois já fazem planos para o campeonato mundial, que vai acontecer na Suécia em outubro. Para custear a viagem e a participação dos dois, foi criada uma vaquinha na internet. Ajude você também aqui!

Por |2019-07-30T11:00:07-03:0029/07/2019|