Nunca é tarde para começar: benefícios do treino pós 60

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Nunca é tarde para começar: benefícios do treino pós 60

Apenas uma em cada quatro pessoas entre 65 e 74 anos se exercita regularmente. O número ainda é baixo e poderia ser muito maior se todos soubessem dos benefícios para saúde física e mental de colocar o corpo em movimento nessa fase. Mas como começar depois de uma vida inteira de sedentarismo? A resposta é simples e vale para todas as idades: com uma atividade prazerosa e acompanhamento profissional. De uns anos para cá, os mitos sobre exercício e terceira idade caíram por terra e hoje especialistas não só recomendam como afirmam que o esporte depois dos 60 é um importante aliado na busca por qualidade de vida.

De acordo com Dudu Netto, diretor técnico da Bodytech Company, o ‘nunca é tarde para começar’ é uma verdade que ele vê em pesquisas e também na prática ao longo de anos como professor. “Mesmo para pessoas de 90 anos, iniciar uma rotina de exercícios é positivo: aumenta a força muscular e reduz o risco de problemas de saúde, como diabetes, hipertensão e demência. E o mais importante: melhora os sintomas”, reforça.

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Mas para além das questões físicas, o esporte é decisivo na luta contra a depressão, que chega a atingir 40% dos idosos brasileiros. Dudu explica que exercícios aeróbios, como danças, caminhadas e natação, com intensidade moderada e de longa duração, diminuem o estresse. “Esse tipo de atividade aumenta a taxa do conjunto de hormônios chamados endorfinas, que agem sobre o sistema nervoso, reduzindo o impacto do estresse gerado pelo ambiente e prevenindo transtornos depressivos,” explica. A conversa e a troca com outros alunos e professores também são essenciais para tornar o dia a dia mais ativo e acolhedor.

Atividades para o público 60+

Pensando nos aeróbios, a caminhada, o ciclismo e as atividades aquáticas são muito recomendadas para esse grupo. No pacote de mobilidade, o alongamento e próprio exercício com o peso corporal também funcionam bem. Já o trabalho de força, pode ficar por conta dos treinamentos de contra resistência, como musculação, hidroginástica e pilates. O importante nesse caso, segundo Dudu, é que a atividade demande dos músculos um esforço ao qual a pessoa não está acostumada na sua rotina fora da academia.

Apesar das recomendações, escolher uma modalidade que realmente seja prazerosa é decisivo para a aula virar uma rotina. De acordo com a American College of Sports Medicine, 150 minutos de atividade física por semana é a indicação ideal. Mas caso não seja possível atingir esse tempo, vale fazer o que for possível. “Se o envelhecimento é algo que não podemos evitar, então que ele aconteça de forma mais saudável possível, sem impactar a independência da pessoa”, defende.

Por |2019-10-10T15:11:30-02:0010/10/2019|