Nem todo mundo conhece o LPF, mas essa técnica reúne benefícios importantes para quem busca mais força, consciência corporal e bem-estar. Se você quer entender como ele funciona, continue com a leitura.
O que é LPF?
O LPF (Low Pressure Fitness, em inglês) é um protocolo que combina apneia expiratória, reeducação respiratória, ajustes posturais e gestão da pressão intra-abdominal. Ele surgiu a partir das técnicas hipopressivas, inicialmente usadas na reabilitação do períneo, e evoluiu ao integrar princípios de controle motor, estabilização lombossacra e mobilidade da caixa torácica.
E de acordo com diretor técnico da Bodytech, Eduardo Netto, o método utiliza a seguinte técnica:
- Expiração completa;
- Apneia expiratória;
- Expansão torácica ativa sem entrada de ar (costal lateral);
- Depressão das costelas;
- Ativação profunda reflexa.
Ele explica que “essa mecânica cria um gradiente de pressão que reposiciona o diafragma, melhora a mobilidade e facilita o recrutamento dos músculos estabilizadores profundos”. Além disso, o especialista destaca que o LPF pode ser praticado com as seguintes frequências:
- 2 a 3 vezes por semana;
- Sessões de 20 a 30 minutos;
- Com adaptações perceptíveis entre 4 e 6 semanas;
- E consolidação em 8 a 12 semanas.
Mas todos esses elementos têm um objetivo central: reduzir a pressão intra-abdominal e aprimorar seu controle. A técnica também promove a ativação reflexa da musculatura estabilizadora profunda, melhora a função diafragmática e a mobilidade torácica, aperfeiçoa o alinhamento postural e a estabilidade dinâmica, além de ajudar a diminuir o risco de lombalgia e disfunções perineais.
Quais são os benefícios do LPF?
Os principais benefícios dessa prática, observados com maior frequência segundo Eduardo Netto, incluem:
- Maior percepção postural;
- Sensação de redução da tensão lombar;
- Aumento da mobilidade torácica;
- Melhora do padrão respiratório;
- Redução da rigidez cervical e abdominal.
E o ponto positivo, muito bem destacado, é a redução da compressão lombar, o que melhora o controle segmentar e diminui episódios de dor. “ O LPF melhora a sinergia diafragma–transverso–assoalho pélvico, um dos pilares biomecânicos da estabilidade lombar”, afirma o profissional.
Principais mitos
Por ser uma técnica ainda pouco difundida, muitas pessoas acabam acreditando em mitos já consolidados. Eduardo Netto aponta os mais comuns e esclarece os motivos de eles não se sustentarem.
- “LPF substitui treino de força.” – Falso. Ele atua no controle motor, não na hipertrofia.
- “LPF reduz gordura abdominal.” – Não há evidência. Atua na postura e tônus profundo, não na gordura.
- “LPF ‘fecha a diástase’ sozinho.” – Ele melhora o controle pressórico, mas não substitui a reabilitação completa.
- “LPF ativa o abdômen superficial.” – Não. O foco é o core profundo.
Por fim, o diretor técnico reforça que a técnica exige cautela ou supervisão para pessoas com hipertensão não controlada, doenças cardiovasculares específicas, hérnias abdominais não tratadas, gestantes, indivíduos em pós-operatório precoce ou que apresentem tontura, síncope ou alterações respiratórias importantes.
Agora que você já conhece o LPF e seus benefícios, é importante contar com um profissional de educação física para orientar a prática com segurança e eficácia.
