Com a chegada do inverno, os casos de gripes, resfriados, sinusites, bronquites e crises de asma se tornam mais comuns. Neste cenário, entender os fatores que contribuem para esse aumento e adotar medidas de prevenção se torna essencial para manter a saúde em dia durante a estação mais fria do ano. Conversamos com um especialista para tirar dúvidas de como se prevenir e quais cuidados tomar nesse período. Confira!
Aumento nos casos de doenças respiratórias
Segundo a pneumologista e membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia (SBP) e da Sociedade Paulista de Pneumologia (SPP), Maria Cecília Maiorano, o aumento nos casos de doenças respiratórias no inverno se dá pelo fato do ar ficar mais frio e seco, o que resseca as vias respiratórias e facilita a entrada de vírus e bactérias. Além disso, as pessoas tendem a ficar mais tempo em locais fechados e pouco ventilados, aumentando a chance de transmissão de doenças entre elas.
A especialista cita cinco doenças respiratórias que tendem a aumentar com frequência nesse período:
– Resfriado comum;
– Gripe (influenza);
– Crises de asma e descompensação de outras doenças respiratórias crônicas;
– Sinusite;
– Pneumonia.
Diferença entre as infecções respiratórias
Maria explica que infecção respiratória é um termo geral que inclui várias doenças, como sinusite, gripe, resfriado, bronquite e pneumonia. Os sintomas variam conforme a infecção, podendo ser ela leve ou até mesmo grave.
“O resfriado é um quadro mais leve, que se manifesta com coriza, espirros, tosse seca e mal-estar. Se houver febre, a temperatura não se eleva muito”, explica a médica. Já em caso de gripe (influenza) o quadro é mais grave quando apresentado febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e cansaço. Quadros severos podem causar complicações, como por exemplo a própria pneumonia.
É importante estar atento aos sinais de evolução dos sintomas. “Febre alta que persiste por mais de 3 dias, falta de ar ou dificuldade para respirar, dor no peito, cansaço excessivo e tosse com catarro amarelo, verde ou com sangue”, são sinais citados pela especialista como indicadores de que um resfriado pode estar evoluindo para algo mais grave.
Cuidados para adotar
Existem alguns cuidados que devem ser tomados para prevenir doenças respiratórias no inverno. A especialista destaca:
– Lavar bem as mãos com frequência;
– Manter os ambientes ventilados, mesmo nos dias frios;
– Evitar aglomerações, especialmente em locais fechados;
– Usar máscaras caso precise estar em locais fechados e cheio;
– Manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e COVID-19;
– Evitar o uso de ar-condicionado quente por muito tempo, pois o mesmo resseca o ar.
Além disso, quando o assunto é a prevenção para crianças e idosos, os cuidados devem ser redobrados. A especialista explica que crianças ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento e têm vias respiratórias menores, o que facilita obstruções. Enquanto isso, idosos têm o sistema imunológico mais frágil e, muitas vezes, outras doenças associadas, o que dificulta a recuperação.
“Em crianças, respiração rápida, gemência (ruído ao respirar), dificuldade para mamar ou se alimentar são sinais de alerta. Devemos lembrar que idosos podem estar com uma infecção grave como pneumonia e não ter febre. Em idosos, queda do estado geral e confusão mental podem ser sinais de pneumonia”, explica Maria sobre os sintomas que devem gerar alertas quanto ao agravamento das infecções respiratórias.
