Fontes proteicas fora do lugar comum

//Fontes proteicas fora do lugar comum

Fontes proteicas fora do lugar comum

Falar em proteína sem pensar em carnes, ovos e derivados do leite é quase impossível. Esses alimentos fazem parte da rotina alimentar de milhares de pessoas e são muito importantes para a saúde. Mas saiba que eles não são as únicas fontes proteicas que podemos incluir na nossa alimentação e a nutricionista Julia Marques ajudou a gente a descobrir a variedade deles. 

Para começar, precisamos entender que a proteína é um nutriente responsável por diversas funções, como construção e manutenção de órgãos e tecidos, além de atuar como enzimas, hormônios e anticorpos. A nutricionista explica que é essencial ingerirmos um mínimo adequado de proteína por dia. Entretanto, consumir altas quantidades de alimentos proteicos pode não ser a melhor opção, pois a absorção pelo organismo será incompleta.

“Nosso organismo absorve uma quantidade específica do que consumimos. Por isso, é essencial que a quantidade total de proteínas diárias seja fracionada em todas as refeições do dia para que haja absorção em vários momentos. Assim chegamos à quantidade ideal diária”, afirma. 

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Proteína fora do lugar comum 

Já comentamos como os derivados de animais fazem parte do imaginário proteico, mas temos que lembrar que a junção de cereais e leguminosas, como o trivial arroz e feijão, possui a combinação necessária de aminoácidos presentes na carne vermelha. Ou seja, se a sua alimentação é mais focada em vegetais, é superpossível ingerir quantidades necessárias de proteína diariamente sem ser de fonte animal.

De acordo com Julia, dentro dos grupos de cereais, podemos variar entre os tipos de arroz (integral, negro, etc.) e opções como quinoa. Já no grupo das leguminosas, encontramos os feijões, em todas as suas variações, além de lentilha e grão de bico, que caem muito bem em preparações que fogem do comum, como a base da massa de quiches ou até mesmo hambúrgueres. Grãos como as sementes de abóbora e gergelim também têm quantidades consideráveis de proteína e são excelentes para a saúde.

A quantidade de proteína consumida por dia é individualizada. A nutri reforça que peso, altura e nível de massa magra de cada indivíduo vão determinar a porção de proteína que deve ser inserida no prato. O objetivo também será determinante, já que para cada um existe uma quantidade a ser ingerida, tanto de proteínas quanto de outros nutrientes.

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Como aliar alimentação e ganho de massa magra?

Tudo é uma questão de objetivo e estímulo de treinamento. Unir a dieta a exercícios físicos específicos para cada pessoa, intensidade e periodização corretas é um processo fundamental para ganho de massa magra. Além de, claro, descanso e muita hidratação. 

Durante o período de isolamento na pandemia, algumas pessoas começaram a conviver com alguns distúrbios do sono e alimentares. O baixo ritmo na rotina fez com muita gente se queixasse do aumento de peso e diminuição de massa magra. Ao voltar às atividades, Julia recomenda que tenhamos uma adequação à rotina para comer, dormir trabalhar, estudar e treinar. Em relação aos treinos, ela indica que o retorno seja devagar e moderado. O corpo vai precisar se preparar novamente para uma maior intensidade, que é essencial para o ganho de massa magra.

Por |2020-09-15T17:15:23-03:0017/08/2020|