Quando se fala em treinamento de força, os termos “exercício isolado” e “exercício combinado” costumam aparecer com frequência. Apesar de serem amplamente utilizados nas academias, nem sempre as pessoas compreendem bem o que cada um significa e como podem impactar no desempenho e nos resultados. Descubra a seguir como identificar as diferenças e benefícios de cada um desses exercícios.
Definição de exercício combinado e de exercício isolado
De acordo com o diretor técnico da Bodytech, Eduardo Netto, exercício combinado ou multiarticular é aquele que envolve o movimento simultâneo de duas ou mais articulações, recrutando múltiplos grupos musculares. Esse é o caso de exercícios como agachamento, supino e levantamento terra.
Em relação ao exercício isolado ou monoarticular, Eduardo classifica como sendo aquele que foca em uma única articulação e grupo muscular, minimizando a ativação de músculos auxiliares. Sendo alguns exemplos deste caso a rosca direta, cadeira extensora e elevação lateral.
Quanto à diferença entre as atividades, o especialista também pontua: “exercícios combinados promovem maior gasto calórico por envolverem mais massa muscular, maior demanda cardiorrespiratória e maior tempo sob tensão total”, sendo ideais para quem busca treinos mais rápidos.
Os benefícios de cada tipo de exercício
Os benefícios dos exercícios isolados e combinados variam de acordo com o objetivo desejado. Para ganho de força e hipertrofia, os benefícios citados por Eduardo Netto são:
Combinado
- Maior ativação neural;
- Maior carga absoluta suportada;
- Estímulo mais amplo de grupos musculares.
Isolado
- Estímulo mais localizado e controlado;
- Complemento para áreas menos ativadas em exercícios compostos;
- Permite maior volume de trabalho sem sobrecarregar o SNC.
Os benefícios também são visíveis para quem busca se reabilitar de lesões. Neste caso, os exercícios isolados são fundamentais na reabilitação, pois permitem trabalhar músculos específicos sem estresse sistêmico. Já os exercícios combinados são importantes na fase final de reabilitação e prevenção, simulando padrões de movimento funcionais e fortalecendo cadeias musculares.
Em termos de performance esportiva, “a combinação inteligente dos dois tipos traz os melhores resultados”, salienta Netto. Sendo os combinados ideias para potência, força, coordenação e economia neuromuscular. Enquanto os isolados ajudam para correção de desequilíbrios, reabilitação, estabilidade articular e prevenção de lesões.
Cuidado com os riscos
Por exigirem maior coordenação e controle corporal, exercícios combinados podem apresentar um risco maior de lesões, especialmente quando realizados com técnica inadequada, sobrecarga precoce ou em indivíduos com baixa consciência corporal. Por isso, Eduardo frisa a importância de ter acompanhamento profissional durante os treinos.
Os exercícios combinados, quando realizados de forma correta, são fundamentais para desenvolver coordenação intermuscular, padrão motor e base de força.
Procure o equilíbrio entre os exercícios
O treino ideal é aquele que combina os benefícios do exercício isolado com o do exercício combinado, sendo este segundo um bom complemento, especialmente em casos de desequilíbrios ou limitações.
Para ter uma rotina equilibrada, o especialista traz uma estrutura recomendada:
Início da sessão – priorizar exercícios combinados, pois eles exigem uma maior demanda neuromuscular;
Final da sessão – optar por exercícios isolados, buscando foco em detalhamento ou em momentos de pré-exaustão.
Agora que você já conhece as diferenças e os benefícios dos exercícios isolados e combinados, converse com um professor e peça para incluí-los na sua rotina de treinos.
