Já ouviu falar da dieta anti-inflamatória? A inflamação é uma resposta natural do corpo para se proteger contra infecções e lesões nos tecidos. Quando ocorre em partes visíveis do corpo, como a pele ou a garganta, os sintomas são evidentes: vermelhidão e calor na área afetada.

No entanto, existe uma forma de inflamação “invisível” que ocorre dentro do nosso organismo, causada, entre outros fatores, pela ingestão constante de alimentos ricos em toxinas e substâncias pró-inflamatórias, bem como certos hábitos de vida.

Além da alimentação, outros hábitos também podem influenciar a inflamação no organismo. Por exemplo, o sedentarismo está associado a um maior grau de inflamação, enquanto a prática regular de exercícios físicos pode ajudar a reduzi-la. O estresse crônico também pode contribuir para a inflamação, portanto, é importante encontrar maneiras de gerenciar o estresse, como por meio da meditação, yoga ou outra atividade física que goste.

Benefícios da dieta anti-inflamatória

Segundo Luna Azevedo, nutricionista formada pela UNIRIO, a dieta anti-inflamatória é benéfica, ao passo que ela ajuda a reduzir os mais variados processos inflamatórios do corpo, desinflamando-o, bem como combatendo o estresse oxidativo. “Isto é, quando os níveis de antioxidantes não são altos o suficiente para compensar os efeitos nocivos dos radicais livres” explica a nutricionista. Ao seguir essa dieta, melhora a saúde geral, previne doenças crônicas e promove o bem-estar. Mas lembre-se sempre de consultar um profissional de saúde ou nutricionista antes de fazer qualquer mudança significativa na sua dieta.

Alimentos da dieta anti-inflamatória

A boa notícia é que podemos reduzir a inflamação no organismo por meio da dieta. A dieta anti-inflamatória consiste em escolher alimentos que são conhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias e evitar aqueles que são considerados pró-inflamatórios.

De acordo com Luana podemos destacar como bons alimentos para a dieta anti-inflamatória a cúrcuma, o gengibre, o alho, a pimenta, frutas vermelhas, folhas verdes, sementes de chia e linhaça, limão, maracujá, azeite e chá verde. 

Por outro lado, também é interessante conhecer os alimentos causadores de inflamação. Assim, eles devem ser cortados da dieta anti-inflamatória ou consumidos com moderação, são eles: alimentos ultraprocessados e industrializados em geral, carne vermelha, carnes embutidas (presunto, peito de peru, salsicha, linguiça), açúcar em excesso , gordura saturada em excesso, gordura trans e frituras em geral e álcool. 

Veja como e quando fazer uma dieta anti-inflamatória

“Basicamente, a alimentação deve ser constituída por alimentos in natura ou minimamente processados, ou seja, comida de verdade: cereais, leguminosas, sementes, oleaginosas, frutas, legumes e verduras” pontua Luna. Após isso, é necessário incluir alguns dos principais alimentos anti-inflamatórios já citados. Sem esquecer de beber bastante água! Ela é fundamental para combater a inflamação.

Importante ressaltar que para começar uma dieta anti-inflamatória é preciso analisar as necessidades individuais do paciente. Mas, de modo geral, a estratégia anti-inflamatória é uma boa opção em casos de obesidade, diabetes, câncer ou após algum período regado a excessos, como as festas de fim de ano.