Depressão, atividade física e as redes sociais

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Depressão, atividade física e as redes sociais

O Brasil é o país da América Latina onde as pessoas mais usam as mídias sociais. Em 2018, sete em cada dez pessoas estavam conectadas. Nos dias atuais já é comum ouvirmos comentários sobre o tempo perdido em celulares em detrimento do contato pessoal.

Será que há alguma relação entre as redes e a depressão? Um estudo realizado em adolescentes noruegueses (Brunborg and Andreas, 2019) mostrou que o aumento do tempo gasto em mídias sociais está associado ao aumento das chances de desenvolver depressão. Dados semelhantes foram encontrados no trabalho publicado no JAMA Pedriatics (Boers et al., 2019), em que os adolescentes também apresentaram maior probabilidade de desenvolver depressão e também queda na autoestima em função do aumento do tempo em mídias sociais.

Uma das principais maneiras de se combater a depressão é o aumento da atividade física e diminuição do comportamento sedentário [CS] (O’Keefe et al., 2019), e uma recente meta-análise (Wang et al., 2019) verificou que passar mais de duas horas por dia nas redes aumenta a probabilidade de indivíduos adultos desenvolverem depressão.

Para finalizar, uma pesquisa bem interessante da edição de 2020 do Journal of Affective Disorders mostrou que pessoas que procuram contato pessoal quando precisam de suporte emocional têm menos chance de desenvolver depressão. O oposto ocorre quando o apoio é procurado via redes sociais, aumentando a probabilidade de desenvolvimento da doença.

Por isso, cada vez mais vou me posicionar em duas frentes primordias:

1º – Sente-se menos e mova-se mais.

2º – Tenha mais contato humano e menos contato virtual.