O professor de administração da Ibmec Luiz Fernando Barbieri, 35, é aluno da Bodytech Rio Sul (Rio de Janeiro) desde outubro de 2013. Um pouco antes disso, decidiu mudar de vida: começou a praticar exercícios regulares, adotou a pulseira inteligente que controla passos e gastos calóricos e passou a controlar a alimentação.

Hoje, 27kg mais magro, ele conta o que o motivou e motiva a seguir nessa direção.

– O que mais te incentivou pra essa mudança? Foi a estética ou a procura de uma vida mais saudável?
Certamente, foi a procura de uma vida mais saudável. Lembro ocasiões em sala de aula que o pilot caía no chão, eu me abaixava e tinha que virar pro quadro para respirar e recuperar o fôlego. Se o aluno derrubasse algo no chão, fingia que não via. Isso tudo enquanto eu falava sobre qualidade de vida. Daí caiu a ficha: “Como posso dar aula e falar sobre isso se eu sou a pessoa que estou mais fora de forma do mundo?” Voltei a treinar na unidade do shopping Rio Sul, que era meu caminho. Quando comecei lá, já cheguei bem mais magro, tinha indo a um spa, estava com vergonha e achava que não ia nem conseguir treinar.

Mas fui melhorando lá: o corpo, a forma, a postura, tudo tem melhorado.

– Em que ponto do seu objetivo você julga estar?
Já perdi 27 kg. Ainda faltam 15 kg. Considero que estou no meio do processo. Acho que ele começou e não pode terminar nunca. Não tenho tempo de comer direito, imagine se não estivesse fazendo academia…

– Como mantém esse estilo de vida?
Criei o hábito de frequentar academia. Além da consciência pesada, fico sentindo falta quando não vou. Além disso, tiro foto de tudo o que como e mando pro personal trainer, que também entende muito de nutrição. Minha maior conquista foi ter desenvolvido a persistência. Claro que há altos e baixos, você começa a ficar um pouco desmotivado, mas eu não tenho parado, e isso se deu muito em função do personal. Nunca fiquei um ano malhando direto. Sempre acaba parando. Hoje vou pelo menos 3 vezes por semana.

– Você pratica que tipo de atividades?
Além da musculação, faço uma hora de aeróbico (esteira, escada, bicicleta…).

– Como as encaixa no seu cotidiano corrido de professor?
Nunca tive horário e continuo não tendo. Acho que ninguém tem… Duas mudanças foram primordiais: primeiro comecei a dizer “não”. Outro dia pintou uma reunião no horário do treino, mas falei que não ia poder. Comecei a encarar o treino como um compromisso de trabalho. E criei um horário. Termino uma aula e já sei que tenho horário pra sair dali. Coloquei o treino no mesmo grau de importância do trabalho. Às vezes, na esteira, fico pensando “o trabalho vai acumular, vou acabar trabalhando mais” e fico um pouco ansioso. Mas, se formos pensar assim, vou estar sempre atarefado. Tudo é questão de administração do tempo.

– O que melhorou?
A disposição mudou completamente, aguento muito mais horas de aula e fiquei mais bem-humorado. Essa história de que gordo é bem-humorado é a maior mentira. Agora abaixo, levanto, pego, falo andando... Antes ficava com falta de ar. Ficava o dia todo dando aula, e no final estava podre, não aguentava mais nada.