*Por Carolina Medeiros, nutricionista Bodytech Botafogo e Copacabana

De uns tempos pra cá, quando pensamos em “fazer” dieta logo associamos isso à diminuição de carboidratos nas nossas refeições. Este, no entanto, é um conceito errado que deve ser desmistificado.

Com a vida corrida que levamos, tendemos a escolher para nossas refeições alimentos mais práticos, que nos consuma o menor tempo possível para ficarem prontos.

E aí vem o problema, pois essa praticidade tem levado a um aumento da parcela de pessoas com sobrepeso e obesos em grande parte da população mundial.

Na verdade, o problema não está no carboidrato, mas na forma e na proporção que ele ocupa em suas refeições diárias.

Podemos grosseiramente dividi-lo em dois grupos: carboidratos integrais e carboidratos refinados.

Ambos interferem diretamente na produção de um hormônio que é necessário para sua absorção: a insulina. Os carboidratos refinados (pães, arroz branco, biscoitos, doces etc.) provocam um aumento instantâneo de insulina no seu corpo, que, na mesma velocidade, transforma-o em açúcar no seu sangue, e é aí que está o problema.

Quanto mais rápido este carboidrato é transformado em açúcar, mais chances ele terá de ser transformado em gordura.

Já o carboidrato na sua forma integral (como frutas e cereais integrais) requer menos insulina para ser metabolizado e provoca um impacto menor de açúcar no organismo.

Dietas restritivas comprovadamente tendem a ter menos sucesso, pois não se pode viver muito tempo sem um determinado macro nutriente (como carboidrato, gordura, proteína) sem que isso cause um impacto negativo na sua saúde.

A grande questão está em escolher as fontes de carboidratos certas, como frutas, legumes, cereais integrais (como aveia, farinha de linhaça, semente de chia, quinua, pães e bolos de farinha integral e arroz integral), grãos ricos em fibras (como feijão, grão de bico e soja) e sempre combinar com o restante dos nutrientes de forma equilibrada.