Campeã de ginástica é aluna da BT desde os 4 anos

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Campeã de ginástica é aluna da BT desde os 4 anos

Quem diria que subir e pular nos móveis de casa despertaria um talento. Foi brincando assim que Carolina Arcirio Braga começou a mostrar o dom para as piruetas. A diversão virou assunto sério, se tornou a grande paixão da brasiliense e fez dela a campeã nacional de ginástica artística pela Bodytech Lago Sul.

Carol é uma adolescente de 14 anos com sonhos e muita vontade de realizá-los. Aos quatro anos, entrou na BT para gastar energia nas aulas de natação, ballet e ginástica artística, mas uma dessas atividades foi a que ganhou o coração da menina. Por adorar brincadeiras agitadas e se considerar enérgica demais, Carolina percebeu que o ambiente da GA seria o local ideal para ela. 

De início, Carol não pensava em ser atleta e participar de competições, pois só se dedicava aos treinos por amor à ginástica e todo resto era consequência dessa afinidade com o esporte.

“Jamais imaginei que um dia eu poderia chegar onde eu cheguei. Em 2017, eu participei da competição Fright Invite, que acontece durante a semana do Halloween em Coral Springs, nos Estados Unidos, e eu fui a campeã geral no nível cinco. E agora, em junho, foi o XXXIV Torneio Nacional de Ginástica Artística, no Rio de Janeiro, que ganhei nas modalidades solo, salto e paralela na categoria juvenil nível intermediário”, conta.

Treinamento, foco, persistência e muito amor pelo esporte

Mesmo com a rotina pesada de Carolina, os treinos para levar esse campeonato foram ainda mais intensos que o normal. A agenda da adolescente é bem distribuída entre treinamento, escola, família, amigos, curso de Inglês e tratamentos médicos, mas, com o torneio, Carol também precisou praticar em centros especializados de GA para se adaptar melhor à estrutura profissional que ela iria enfrentar no Rio.

“São muitas as dificuldades. O esporte é de alto impacto e as dores e lesões causadas pelas quedas constantes são desanimadoras. Há pouco tempo, eu estava com muitas dores nos meus joelhos. Meu pai ficou tão preocupado, que até me sugeriu mudar de esporte. Coitado, não há a menor chance. Ginástica é minha vida”, afirma Carol.

Esses obstáculos não se restringem só à vida da atleta. A família passa por todos eles também e Valeria Braga garante isso com toda certeza. A mãe da ginasta diz que as principais adversidades giram em torno da logística para levar e buscar nos treinos diários, além da falta de incentivo financeiro por parte do governo, os custos com vestuário e viagens, fisioterapia, nutricionista e consultas médicas, que acabam ficando por conta própria. 

“Quando colocamos ela na BT, nem de longe imaginávamos tudo isso, ainda mais os diversos contratempos. Nós sempre incentivamos o esporte na família pela saúde e porque o esporte traz muitos benefícios como disciplina, foco, concentração, confiança, trabalho em equipe, etc. E esses valores serão aproveitados na vida profissional dela. Meu filho mais velho é tenista e hoje faz faculdade nos EUA com bolsa atleta. Se ela quiser poderá trilhar o mesmo caminho que ele e a ginástica dará esta abertura para a Carol, caso ela se interesse”, enfatiza a maior torcedora de Carolina.

Benefícios na ginástica artística não faltam e Carol está aproveitando vários

Carol começou na escolinha de GA na Bodytech para ter o primeiro contato com as atividades físicas, mas não tinha como ficar só no hobby, pois ela tinha um diferencial. Os treinadores viram que a menina se destacava do grupo e demonstrava um potencial muito grande, que poderia ser explorado de forma positiva.

Bruna Benck é instrutora e técnica da ginasta desde que ela tinha cinco anos. A treinadora conta que existem duas coisas muito importantes na ginástica artística: força e flexibilidade. Segundo ela, Carolina demonstrava muita força e determinação nos treinos, mas ainda faltava a flexibilidade. Porém, o empenho da ginasta é tanto que isso tem melhorado bastante e não é à toa que Carol conquistou um torneio nacional em modalidades arriscadas.

A complexidade dos exercícios exige um preparo precoce e a técnica frisa que esse é o grande motivo de vermos crianças tão novas iniciando no esporte.

“A GA exige uma gama de habilidades muito grande, pois o ápice das conquistas na carreira de um atleta é na faixa dos 15 e 16 anos. A diversidade de aparelhos exigidos, o trabalho com o peso corporal e o controle do centro gravitacional do corpo são grandes dificuldades também, ainda mais para uma criança que está em desenvolvimento. Mas a atividade trabalha o corpo como um todo, estimula a consciência corporal e o ganho de confiança e segurança”, enfatiza Bruna.

Uma atleta amadora ou ainda vamos torcer por Carol nas Olimpíadas?

Carolina explica que se profissionalizar no esporte é um caso que acontecerá em decorrência das oportunidades que surgirão daqui pra frente, se vai receber algum convite para treinar profissionalmente ou não. Dependendo do que acontecer, a brasiliense diz que conversará com os pais para avaliar a situação, mas tem certeza que eles a apoiarão como sempre fizeram.

Sobre participar de competições como Pan-Americanos, Mundiais de Ginástica Artística e Olimpíadas, Carol comenta que isso já foi um sonho, mas o nível é tão alto que, hoje em dia, nem pensa tanto nessa possibilidade. 

“Eu apenas faço o melhor que posso nos treinos e torço para que seja suficiente para me levar longe. De qualquer forma, o importante é eu me divertir. Meus pais sempre me deram o conselho de que não importa o tamanho do meu sonho, nem as dificuldades que vem com ele, o importante é o caminho. E é o que tenho a falar para para outras pessoas com o mesmo sonho: se você estiver feliz, é tudo que interessa. Se esforce e você conseguirá tudo o que deseja”.

Por |2019-07-05T13:20:59-03:0027/06/2019|