3 lições que a corrida me ensinou sobre investimentos

//3 lições que a corrida me ensinou sobre investimentos

3 lições que a corrida me ensinou sobre investimentos

Hoje quero falar com vocês não como um especialista de investimentos, mas sim como uma pessoa comum, que trabalha no mercado financeiro e conseguiu aprender alguns ensinamentos sobre esse universo em uma paixão aparentemente sem nenhuma relação com aplicações financeiras: a corrida. Comecei a correr principalmente focado na perda de peso. Mas quando percebi essa se tornou uma atividade que mudou a minha forma de encarar o mundo e também como lido com meu dinheiro.

Foco no longo prazo, mas um passo após o outro

Sempre que planejo um treino, penso primeiro em quantos quilômetros serão percorridos naquele dia, independentemente da minha disposição física, condições climáticas ou percurso. Uma vez que a meta está traçada, durante o exercício, tento não focar na meta final, mas sim quilômetro a quilômetro, superando várias pequenas barreiras mentais para chegar em um todo de sucesso.

Com investimentos, a ideia é exatamente a mesma. Para um plano um pouco mais longo, como trocar de carro, por exemplo, o foco vai sempre em ir superando pequenas barreiras, fazendo investimentos graduais de acordo com meu perfil de risco e horizonte de investimento e acompanhando a evolução do meu patrimônio em pequenos prazos. Não adianta querer resolver tudo do dia para noite.

Saber a hora de ser conservador e a hora de arriscar

Uma coisa é treinar corrida, outra muito diferente é participar de uma prova de corrida. Uma prova, especialmente uma meia-maratona ou maratona, é o ápice de qualquer corredor, o momento em que todo o esforço é reconhecido. Ao longo do percurso em provas, elaboro uma estratégia, guardando energia do início da competição e, ao final, se estiver “sobrando”, arrisco um pouco mais e acelero o passo para garantir um tempo final mais baixo.

Essa prática coube muito bem para a forma como lido com meu dinheiro, oscilando a hora de arriscar um pouco mais com o momento de jogar seguro. A lógica é a inversa da corrida. Se no esporte sou mais conservador primeiro, para terminar acelerando mais, com meu dinheiro busco rentabilidades mais arrojadas em ativos de renda variável no início de objetivos mais longos, como o planejamento para a aposentadoria, por exemplo, enquanto para projetos que estou mais próximo da linha de chegada, sou decididamente conservador.

Manter uma rotina. Sempre

Condicionamento físico é essencial para qualquer corredor. Se você não mantém uma rotina rígida, treinando algumas vezes por semana todas as semanas, jamais será capaz de alcançar maiores distâncias ou de buscar tempos melhores, superando suas próprias metas pessoais. Isso implica em alguns sacrifícios como perda de horas de sono e faltar em algumas festas, por exemplo, para alcançar um objetivo final gratificante.

E, com os investimentos, isso se repete. Se não mantenho uma rotina de, mensalmente, reservar parte da minha renda para investir, jamais conseguirei alcançar planos de médio e longo prazo com meu patrimônio. Isso também implica em alguns sacrifícios, como deixar de fazer algumas compras ou ficar em casa em um dia que poderia sair para passear. Claro, a ideia não é deixar de viver para economizar, do mesmo jeito que a ideia não é esquecer de todos os outros campos da minha vida para apenas correr. Tudo vira uma questão de equilíbrio no final das contas.

Por |2018-12-06T15:27:36+00:0005/12/2018|