10 dicas para curtir Sana, vilarejo na serra do Rio

//10 dicas para curtir Sana, vilarejo na serra do Rio

10 dicas para curtir Sana, vilarejo na serra do Rio

*Por Ana Tapajós

Ainda seguindo o clima de dicas de destinos lindos para conhecer perto do Rio de Janeiro, hoje escrevo sobre um lugar muito especial: o Arraial do Sana. O Sana é um pequeno vilarejo de muitas cachoeiras e montanhas. É conhecido como o paraíso das águas da SerraMacaense. Um lugar ideal para quem quer gosta de esportes outdoor. As trilhas variam de leve a moderadas, algumas podem ate serem feitas de mountain bike. É possível também praticar rafting e canoagem nos rios da região.

Como chegar:

Para quem vem de carro do Rio de Janeiro, deve seguir pela BR-101 até Casimiro de Abreu. Ao chegar, pegar um recuo a direita (na rodoviária) e cruzar a pista e seguir por cerca de 20km em uma estrada asfaltada até o Portal do Sana de lá, siga em uma estrada de terra por mais 6km até o Arraial do Sana. Ao todo são 165km do Rio. Quem for de ônibus é só pegar um ônibus que passe em Casimiro de Abreu, descer na rodoviária e pegar um outro ônibus para o Sana.

Vilarejo tranquilo para curtir o fim de semana

O Sana é um destino perfeito para aventureiros e turistas. O vilarejo oferece uma infraestrutura simples, porém com um grande número de pousadas, albergues, hotel fazenda e áreas de camping, além de bares e restaurantes com música ao vivo. Mas o que conquista mesmo, e o que mais vale a pena na região, são as cachoeiras e a natureza exuberante. O Sana é um lugar perfeito para se conectar e relaxar, mas se você é como eu, e prefere mais tranquilidade do que agito, aconselho visitar fora de feriados. Como fica a duas horas e meia do Rio, é um bom lugar para visitar em um final de semana normal, por exemplo, assim você consegue conhecer as cachoeiras e o vilarejo com menos gente e de uma forma mais intimista e bem mais relaxante.

Eu passei grande parte da minha adolescência indo ao Sana, passava os dias nas cachoeiras fazendo o famoso circuito e a noite dançando em um bom forrozinho no camping da Ilha. De lá para cá, o Sana cresceu bastante, mas ainda mantém aquele clima de vilarejo pequeno (se você for fora das datas comerciais). Quanto ao clima, o arraial tem um clima agradável e estações bem definidas e a melhor época para fazer trilhas no Sana é entre maio e setembro, período de estiagem das chuvas.

As cachoeiras do Sana são no Rio Peito do Pombo e ficam dentro do Sitio Bambu, que é uma propriedade privada e hoje em dia são monitoradas pelos proprietários. Esse grupo preserva a área e tem uma equipe formada por moradores locais que ajudam em questões de segurança e sinalização. Para visitação das cachoeiras é necessário pagar um ingresso de R$10 por pessoa podendo ficar o dia todo, eu particularmente acho um pouco caro, porém as cachoeiras são incríveis e vale a pena. O funcionamento é de 8h às 17h.

Dentro do Sítio Bambu fica a Cachoeira do Escorrega, que é a preferida pelas crianças e todos que gostam de se divertir mergulhando e escorregando na queda d’água, mas não querem algo muito radical. Mais acima, Poço da Borboleta e o Poço da Gruta. Subindo mais um pouco, você encontra as Cachoeiras Mãe, poço do filho e Pai e mais acima a Cachoeira das Sete quedas.

Se você ama trilhas e natureza não tem como não gostar do Sana! Abaixo eu deixo um check list de 10 coisas que para mim, são imprescindíveis de fazer por lá:

1) Escorregar na Cachoeira do Escorrega

O Escorreguinha é a primeira cachoeira do Sítio. Ela é um poço não muito fundo e uma queda menor. As crianças adoram porque é possível escorregar na queda d’água sentado como em um tobogã. A trilha até o Escorrega é super-rápida e bem leve, ótima para ir com a família.

2) Conhecer a Gruta

A Gruta fica um pouco antes das cachoeiras principais no Poço das Borboletas. A gruta é meu lugar preferido, o poço em frente a ela além de bem calmo para banho ainda bate um solzinho delícia. A água é cristalina e tem uma linda queda d’agua ao lado. Pouca gente sabe, mas é possível entrar dentro da Gruta e lá dentro escondida, existe outra queda d’água linda!

3)Pegar sol na pedra da Cachoeira Mãe

A Mãe é a maior cachoeira de todas e possui uma queda d’água de 11 metros ao lado de uma pedra. É possível tanto  pular no poço, que tem uns 4m de profundidade, como escorregar pela queda d’água ou pela pedra. A Mãe também tem uma grande pedra onde as pessoas ficam tomando sol depois de mergulhar e curtindo o visual.

4) Fazer o circuito

Ao chegar na Cacheira Mãe você observará que logo acima dela tem um pequeno posso (filho) e em cima desse poço uma outra grande cachoeira que é a Cachoeira Pai. Esse complexo de cachoeiras é um verdadeiro parque aquático natural. Fazendo uma trilha pela lateral é possível ir até o Pai e de lá escolher entre as diferentes alturas para pular, vai depender da sua coragem e do nível de radicalidade hahaha. Depois de pular, você cai no poço do Pai e descer um pequeno escorrega e cai no poço do filho (que conecta a Cachoeira Pai com a Cachoeira Mãe). Chegando no alto da mãe você pode escorregar ou pela queda d’água ou pela pedra. Isso é o famoso circuito. É muito divertido, porém também bastante perigoso e radical. Se você tem medo de altura melhor só ficar lá na Mãe mesmo mergulhando por ali por baixo. Se você gosta de uma aventura, então aconselho fazer o circuito, mas mesmo assim só fazer se estiver com alguém que conhece o lugar, muitos acidentes sérios já aconteceram nessas cachoeiras.

5) Ficar debaixo das Sete Quedas

A Cachoeira leva esse nome pois apresenta uma sequência de quedas formando uma cascata. Ela é muito bonita e um ótimo lugar para meditar e massagear as costas debaixo da queda d’agua.

6) Fazer a trilha do Peito do Pombo

O peito do Pombo é uma formação rochosa que vista de certos ângulos se assemelha a um pombo pousado sobre a pedra, é o ícone ecológico do Sana. Quem chega ao cume desfruta de linda vista em 360° das montanhas da Serra do Mar. A trilha começa moderada e termina pesada, exigindo preparo físico para chegar ao cume. Levam em média 3 horas e meia para ir e 3 horas para voltar. Eu aconselho subir em noite de lua cheia e ver o sol nascer, uma das experiências mais lindas que já contemplei. Importante estar acompanhado de um bom guia local ou alguém que saiba bem a trilha, pois é fácil errar o caminho, principalmente durante a madrugada.

7) Conhecer o Núcleo Cultural Rastafári – JAMAICA

O Jamaica é uma pousada/camping fundada pelo rastafári Jorge Makandal que cuidou do lugar com muito carinho. O beco da Jamaica fica atrás da praça ao lado da igreja. Eles têm uma área de camping e também alugam suítes, que são simples, porem a energia do lugar é magica. Você pode se hospedar lá e conhecer um pouco da cultura rastafári e ouvir um bom reggae. Frequentemente acontecem encontros da comunidade rastafári com tambores e cantos. O camping é super rasta e você vai se sentir na Jamaica!

8) Ir no pontilhão a noite olhar o céu

Ainda no vilarejo indo para as cachoeiras você passara por uma ponte, a noite essa ponte é um ótimo lugar para sentar, tomar um vinho e observar o céu do Sana, que é muito estrelado.

9) Comer um crepe no Telektonon

Telektonon é uma casa de crepes e pizzaria em uma casa hiper aconchegante de madeira na beira do Rio.

10) Fazer rafting no rio Macaé

Não importa se você é muito ou pouco radical, existem desafios para todo mundo. As corredeiras do Sana vão do nível II (águas agitadas, podem exigir manobras) ao nível V (ondas médias, manobras difíceis). No centrinho do Sana mesmo você consegue fechar pacotes de rafting ou rapel com empresas de esportes de aventura. Espero que tenham se animado para conhecer mais um destino perto do Rio que além de econômico e prático é superbonito!

Por |2018-10-17T21:00:00+00:0017/10/2018|

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